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Como Devorar Livros


Recordo-me de um passeio escolar que fiz à cidade de Vassouras (RJ) quando estava no 5º do Fundamental. Foi uma visita da qual não me esqueço até hoje. Conhecer uma cidade com uma presença tão forte do Brasil cafeeiro me marcou muito e eu acho que foi a partir desse dia que passei a gostar tanto de História. Lembro, também, de uma viagem à Petrópolis (RJ) no 2º ano do Ensino Médio e uma tour pelo Rio de Getúlio Vargas no ano seguinte. Todas, visitas que muito me marcaram. A sala de aula é um mundo, um lugar de aprendizado, descoberta e mudança. Porém, ver com seus próprios olhos tudo o que é ensinado consegue ser demasiado emocionante. 

A perda imensurável do primeiro museu desse país, o Museu Nacional, na noite de 2 de setembro, me deixou um vazio no peito. É estranho pensar que o que esteve ali por 200 anos não está mais. É revoltante pensar a razão dessa ausência. As imagens do museu em chamas serão eternizadas em futuros livros de História. Não foi a primeira - mas espero profundamente que seja a última - que um lugar destinado a manter a memória viva foi tomado pelo fogo. O que nos mostra que, de fato, a História se repete - a primeira como tragédia, a segunda como farsa, já diria um certo pensador. 

Nos últimos dois dias, me vi refletindo muito sobre essa tragédia anunciada. Me perguntei se eu mesma não relaxei quanto ao conhecimento. Talvez eu tenha perdido tempo demais reclamando ao invés de dar o devido valor a todo conhecimento que me é proporcionado de segunda à sexta. A universidade sufoca e tem seus (muitos) problemas, mas eu não sou a mesma desde que entrei ali e isso é graças a noção de mundo que me foi dada. 

Ao final, cheguei a mesma conclusão que muitos: é preciso frequentar mais museus e bibliotecas. Isso significa transbordar de conhecimento em um mundo de notícias rápidas - e, por muitas vezes, falsas. Enriquecer a si mesmo. No fundo, é a mesma coisa que nadar contra a maré, ir contra a corrente. O cenário é caótico e desmotivador, mas é preciso resistir. Aprender. Estudar. Abrir os olhos para o que sempre esteve ali e você só não viu. Pensar. Para que os livros de História das futuras gerações não sejam somente carregados de imagens deprimentes. 

Enquanto escrevo, minha memória me presenteia com outros dois momentos. Minha professora de História da América Contemporânea estava certa quando, no período passado, disse que tudo nessa vida se esvai, menos o conhecimento que você adquiriu. Namoros terminam, amizades terminam. O livro empoeirado na estante estará sempre ali para ser lido. Há alguns anos, minha mãe escreveu uma dedicatória que guardo com um carinho enorme que diz: "o sentido contrário é o nosso caminho, o caminho dos grandes filósofos, dos grandes escritores, das grandes descobertas". 

E embora esse texto seja só mais um grito no silêncio, eu ficaria feliz se, pelo menos, chegasse aos ouvidos de alguém. 
terça-feira, setembro 04, 2018 No pessoas devoraram
Como estudante de relações internacionais, tenho que estar sempre à par dos acontecimentos do mundo, lendo livros da área, etc - eu tento, na verdade. No entanto, existem momentos em que não sinto vontade de ler nada acadêmico, momentos em que prefiro a ficção, por exemplo. O legal da literatura é que posso unir o útil ao agradável: que tal ler livros que carreguem alguma temática das relações internacionais? 

Separei alguns livros que, ao meu ver, se encaixam bem nessa categoria. Vamos dar uma olhada?

Para começar bem, minha primeira e maior recomendação é O livro do destino da Parinoush Saniee - que já foi resenhado aqui no blog. Nunca vi ninguém comentando sobre ele, o que é uma pena porque este é um livro espetacular. Proibido no Irã, conta a história de Massoumeh, uma jovem na Teerã pré-revolucionária. Prepare-se para uma verdadeira viagem ao Irã, sua cultura e história através das páginas desta obra! O livro do destino trata com maestria de assuntos relevantes - como os conflitos resultantes do que é ser mulher em um país sob transição e conservador.

Já que estamos falando de Oriente Médio, minha próxima recomendação são duas histórias em quadrinhos maravilhosas. A primeira é Persépolis, autobiografia da iraniana Marjane Satrapi. Através das páginas de seu livro, podemos compreender melhor o que foi a Revolução Islâmica na pele de uma mulher - Satrapi, de um dia para o outro, se vê obrigada a usar o véu islâmico. A outra dica é O árabe do futuro, uma trilogia autobiográfica de Riad Sattouf, que conta sobre a juventude no Oriente Médio - em especial, a Síria. Entre esses duas, a minha HQ preferida é O árabe do futuro. Gostei mais dos traços do desenho, do colorido e achei mais divertido.

Continuando no Oriente, falemos de Nas sombras do Estado Islâmico de Sophie Kasiki. Conheço quem não tenha gostado deste livro, mas eu gostei. Trata-se de um livro que muito certamente te deixará indignado em algum momento. O leitor precisa estar de mente aberta para não tecer julgamentos sobre a autora. Nas sombras do Estado Islâmico é o testemunho de uma mulher francesa que decidiu ir para a Síria e unir-se ao Estado Islâmico. Acho que esse livro mostra bem como o grupo terrorista recruta membros estrangeiros e europeus, assim como o perfil dos recrutados.

Minha próxima indicação é o livro O século XXI pertence à China?, a transcrição de um debate entre Henry Kissinger (o próprio!), Fareed Zakaria, Niall Ferguson e David Li. Um livro bem curtinho, mas repleto de informações - lembro de ter lido em uma tarde. Por se tratar de um debate, é bem dinâmico e tem aquela troca de farpas típica, uma vez que os debatedores têm opiniões diferentes. A graça está justamente aí, em ler sobre pontos de vista distintos com relação à ascensão da China.

Ainda na Ásia, minha próxima dica são três biografias. Para você que tem interesse no regime norte-coreano (e seus mistérios), a minha recomendação é Para poder viver de Yeonmi Park e Fuga do campo 14 de Blaine Harden - este último, é a biografia de Shin Dong Hyuk. Ambos contam sobre sua dramática jornada em busca da liberdade. São livros emocionantes e dolorosos. Porém, todo o cuidado é pouco! Tanto Yeonmi Park quanto Shin Dong Hyuk já voltaram atrás com seus relatos, contradizendo situações que foram mencionadas no livro. Portanto, não leve tudo como 100% verdadeiro. Eu sou Malala de Malala Yousafzai e Christina Lamb também é um ótimo livro. Impossível não se sentir inspirado com a história de Malala e grato pela chance de estudar.

Para finalizar com chave de ouro, recomendo Procurado de Peter L. Bergen. Comentei sobre esse livro no Instagram e vi que ninguém conhecia. Também foi uma surpresa para mim, encontrei bem por acaso na Bienal de 2017. Esta obra relata a caçada de Osama Bin Laden. Trata-se de um livro muito completo, do tipo que não deixa sobrar duvidas. Repleto de entrevistas com pessoas que trabalharam e ajudaram, de alguma forma, a localizar Bin Laden - tanto americanos quanto paquistaneses. Li rapidinho e recomendo demais! Os apaixonados por Segurança piram!

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Espero que tenham gostado das minhas indicações. Bateu aquela vontadezinha de ler algum dos títulos acima? Já leu algum desses? Tem alguma recomendação para mim? Deixe nos comentários!
domingo, fevereiro 04, 2018 No pessoas devoraram
Existem diversos tipos de leitores e nenhum permanece sempre o mesmo. Acada leitura, o leitor está suscetível à mudanças. Há livros que exigem calma, atenção, outros que te despertam fúria, tristeza, duvida, incômodo. Há livros que nos fazem felizes ou chorar de emoção. As emoções geradas por um livro são capazes de mudar um leitor. O que quero dizer como tudo isso é que, cada vez mais, tenho percebido mudanças em mim como leitora. A literatura se tornou uma extensão de mim há mais ou menos oito anos. Durante todo esse tempo, nunca senti uma transformação como a que tenho sentido nos últimos tempos.

Como tenho mudado como leitora, minhas preferências literárias também expandem e eu me pego lendo obras que nunca me imaginaria lendo. Livros que instigam e incomodam, que tornam a leitura algo como estar à flor da pele. Ao olhar a minha estante, reconheço todas as minhas fases e como minhas leituras têm se diferenciado. É interessante perceber, através da literatura, o meu crescimento como pessoa. Não consigo pensar em uma vida de leitora sem ter passado pela literatura fantástica, a infanto-juvenil, jovem-adulto, os romances históricos.

Recentemente, li Travessuras de menina má de Mario Vargas Llosa. Tenho muito a dizer sobre essa obra e, por vezes, me pego refletindo sobre a mesma. Trata-se, inquestionavelmente, de um romance. Belo? Não, porém único em toda a sua crueza. Chega a ser difícil definir se, em algum momento, o que li pode ser tratado como amor. Caso possamos classificá-lo como tal, passa muito longe de ser um amor puro, mas um cheio de espinhos e feridas mal curadas. O romance muito me incomodou e ainda sim, me vi presa à história e apaixonada pela obra. Não quis largá-la de jeito maneira e há muito um livro não me despertava as emoções de que esse foi capaz.

Quando penso na minha admiração por esse livro, recordo-me como, até pouco tempo, qualquer romance a ser lido por mim tinha de ser romântico beirando ao água com açúcar, com um final feliz que me deixaria aos suspiros. Acho que meu pensamento mudou após ler Reparação de Ian McEwan, em que me senti uma peteca nas mãos do autor: eu sentia o que ele queria que eu sentisse, eu acreditava no que ele queria que eu acreditasse. Esta obra é outra que se tem muito para discutir, mas ela não deixa mesclar a minha concepção clássica de romance com um fim digno da minha visão atual. Não irei me aprofundar muito, pois não quero estragar a graça do livro.

Existem livros que requerem mais do leitor. Se antes tais livros me assustavam, agora eu me vejo abraçando-os e disposta a me aventurar por este ramo de literatura. Se clássicos eram quase inconcebíveis, preciso admitir que literatura inglesa clássica tem me despertado tanto interesse que tem sido difícil me conter. Isso sem falar da russa!, a qual me vejo agarrando muito em breve.

Embora tenha lido livros mais sérios e maduros nos últimos tempos, me transformado como leitora, a maior graça e dádiva da literatura é permitir que eu faça tudo isso sem precisar me desgarrar da fantasia, dos romances históricos, da poesia. É permitir que eu seja muitas leitoras dentro de um mesmo dia. A leitora atenta, aflita, romântica, calma, indignada, delicada.

Para mim, a literatura é a melhor espécie de magia.
quarta-feira, agosto 02, 2017 1 pessoas devoraram
É consenso que férias são maravilhosas. Um ótimo ritmo de leitura, muitos livros lidos por mês. Porém, segundo o dito popular, todo que é bom dura pouco e as aulas retornam para interromper tudo isso. Desde que entrei na faculdade, tenho que ler o dobro do que lia antes: não somente os livros da minha listinha, mas também as leituras obrigatórias da faculdade. É bem complicado, mas tenho tentado e aprendido a lidar com esse conflito. Não quero abrir mão de meus livros e cheguei a seguinte conclusão: não precisamos deixar a literatura de lado, só precisamos aprender a encaixá-la em nossas rotinas.

A base do problema se encontra no fato de que só queremos ler quando não há nada que nos impeça de ler - nas férias, por exemplo. Se a faculdade é um motivo para você não ler, então, futuramente, tudo será uma pedra no caminho de suas leituras até o ponto em que você, simplesmente, não lerá mais. E aí, como ficam as leituras? Como ficam os livros empoeirados que começam a amarelar? Dói pensar assim? Talvez um pouquinho, mas não deixa de ser verdade.

É com isso em mente que venho compartilhar com vocês algumas dicas que tem dado certo para mim. Estamos no meio de Maio e estou em mês de provas/trabalho, ainda sim, estou iniciando minha quarta leitura do mês e meu vigésimo primeiro livro do ano. Posso te garantir que não é bruxaria nenhuma, cola comigo que eu vou te contar tudinho!

1 - Já percebeu quanto tempo você passa no celular? 
Se é para começar bem, vamos direto ao calcanhar de aquiles de muitos. Quantas horas você passa no celular por dia? Quanto tempo você passa só vagando no Facebook, Instagram ou qualquer outra rede social? Passamos muito tempo fazendo o famoso "vários nada" e mexendo no celular, vendo coisas que podem ser vistas depois - pois, continuarão lá. Use o tempo em que você está de bobeira no celular para ler um livro - e deixe o celular longe ou sem wifi. O celular vibrando com novas mensagens serve de distração e instiga nossa curiosidade.

2 - Não leia calhamaços. 
Se a sua vida é muito atarefada, procure o prazer da leitura em livros pequenos. Livros com muitas páginas, por mais maravilhosos que possam ser, podem desestimular a leitura caso apresentemos muito progresso, além de podermos esquecer a história. Portanto, procure livros pequenos que sejam do seu interesse e de fácil leitura, o que nos leva a próxima dica.

3 - O tal livro de bolso.
Carregue sempre um livro com você. Sendo ele pequeno, ocupa pouco espaço e não pesa na bolsa/mochila. É sempre bom ter um livro escondido na manga, nunca sabemos quando teremos um tempinho para ler. Tenho um livro de mais ou menos 100 páginas que carrego comigo todos os dias. Quando chego cedo na faculdade, aproveito para ler um pouquinho e tem me ajudado bastante.

4 - Trace metas realísticas.
Às vezes traçamos metas de leitura que simplesmente não condizem com nossa realidade, mas queremos cumpri-las não importa o que aconteça. Não faça isso. Se você é chegado a metas, assim como eu, procure traçá-las de forma que você consiga alcançá-las, para não ficar frustrado. Suas metas podem ser mensais, semestres ou anuais. O importante é que sejam realísticas e você consiga cumpri-las. Não tenha pressa!

5 - Desculpas não colam. 
Pare de arranjar desculpas para si mesmo. Você pode ler sim, basta ver de que forma a leitura se encaixa melhor na sua rotina. Encontre uma hora ideal - antes de dormir, assim que acorda, por exemplo - e viaje nas páginas de um livro, só não deixe que tudo na vida se torne um empecilho para você não ler. Lembre-se que a literatura é um favor que você faz a si mesmo.

Espero ter ajudado você, leitor, e te deixado com vontade e pegar aquele livro que há muito tempo espera para ser lido. Para terminar, gravem e levem para a vida a frase do poeta russo e ganhador do prêmio Nobel, Joseph Brodsky:
Existem crimes piores do que queimar livros. Um deles é não os ler. 
sexta-feira, maio 19, 2017 3 pessoas devoraram
Ainda me recordo daquela tarde ensolarada de 23 de Janeiro de 2013, tão ensolarada quanto a de hoje. Naquele dia, nasceu o Como Devorar Livros, esse espacinho na internet para compartilhar minhas experiências literárias e o meu amor pela literatura - que só cresce. 

O blog vem me acompanhando e refletindo todas as minhas fases nos últimos anos. O Como Devorar Livros me viu entrar no Ensino Médio, me formar e entrar na faculdade. Para quem nunca havia conseguido levar um blog para frente, ter trazido o CDL até aqui só pode ser a combinação de duas coisas: trabalho e paixão. Trabalho, devido a todo o meu comprometimento e dedicação. Paixão, por estar fazendo algo que adoro: escrever e falar sobre tudo o que gosto. 

Obrigada a todo mundo que me ajuda a manter esse espaço. Todos que me apoiam ou confiam em mim para enviarem seus livros para resenha. Obrigada a todo mundo que lê, comenta, curte, compartilha, etc. Toda notificação é um sorriso no meu rosto. 

Feliz aniversário, Como Devorar Livros! Amo muito tudo isso. 2017 será um ano incrível para nós. Os anos podem passar, mas se tem uma coisa que nunca deixarei de fazer é devorar livros. 
segunda-feira, janeiro 23, 2017 No pessoas devoraram

Sim, você está lendo certo. É muito difícil escrever um post decente.

Todo blogueiro já passou ou ainda irá passar por crises de identidade. Afinal, o meu blog é sobre isso ou é sobre aquilo? É sobre quem eu era ou sobre quem sou agora? O layout combina comigo ou já está ultrapassado? Estou produzindo conteúdo que gosto ou estou no modo automático? Ter um blog é enfrentar tais questões com mais frequência do que podemos imaginar ao clicarmos no "criar blog". 

Acredito que não só eu, como muitos outros blogueiros e blogueiras, procuram fazer de seus blogs um espelho para suas vidas. Não digo publicar tudo e/ou qualquer coisa que acontecem em nossas vidas, mas transformar esse espaço na internet em um reflexo de nós mesmos. No entanto, é difícil manter a proposta de um blog quando vivemos em constante mudança. 

Comecei esse blog para falar de livros e todo o resto que viesse à telha. Só que, até agora, somente a primeira parte realmente importava. Hoje, sou muito mais do que literatura e embora escrever sobre essa arte seja algo extremamente prazeroso, quero mais. Porque, se eu sou o blog e se o blog sou eu, nada mais coerente do que condicioná-lo a tudo o que estou sentindo, por mais confuso que pareça, por mais traidor que seja ao compararmos com o título dessa página. 

Por muito tempo, me escondi por trás de crônicas nunca lidas ou publicadas. Chegou a hora de compartilhá-las. Mensagens, reflexões que gostaria de dar ao mundo - mesmo que o mundo se resuma a uma única pessoa e que essa pessoa seja eu. Momentos que gostaria de falar sobre. Fotos que tirei porque quis ou até mesmo dizer o quão estressada estou por estar estudando que nem louca para uma prova. Tudo isso é válido porque tudo isso também sou eu. 

Que, de agora em diante, eu não só me alimente de livros, mas também de vida. 
domingo, outubro 02, 2016 3 pessoas devoraram
Vocês já sabem que fiquei uns bons meses longe aqui do blog, também sabem que li muito pouco - acho que frisei isso até demais. Porém, entre listas de exercícios de Matemática e redações para escrever, consegui arranjar um tempinho para ler alguns livros e que para minha surpresa, gostei de todos. Não foram muitos, como bem disse, doze no total. Como não gosto de escrever resenhas de livros que li já faz um tempo, achei que seria melhor traçar somente alguns comentários sobre os quatro que mais gostei durante esse período em que estive afastada. Vamos lá?
UM MAIS UM - Jojo Moyes
Adoro histórias de roadtrips. Acho que sempre existe algo animado e misterioso ao redor dessas histórias e sempre me vejo presa a elas. Com Um mais um não foi diferente. Além de ter me sentido envolvida pela temática, outro ponto que gostei muito foi a questão familiar. Jojo Moyes consegue tocar em temas complexos com muita delicadeza e ternura, sem tornar situações tristes em um drama. O livro é gostoso de se ler e flui tão bem como se você estivesse dentro do carro com os personagens - muito bem construídos, por sinal. Só consigo pensar em como esse livro daria um bom filme!
TSUGUMI - Banana Yoshimoto
Nunca havia lido nada de Yoshimoto. Mesmo sabendo que é uma das escritoras japonesas mais prestigiadas da atualidade, eu tinha um certo receio do que encontrar em um livro seu. Um sentimento que, se tratando de literatura japonesa, é relativamente comum. Tsugumi me surpreendeu muito positivamente. A autora soube, através de uma escrita maravilhosa, mexer com o leitor a ponto de fazê-lo simpatizar com uma personagem que tem de tudo para ser insuportável. Admiro muito escritores com essa capacidade, de ter o leitor em suas mãos. Além disso, a maior parte da história se passa no verão. A narrativa coincide muito com a estação, é como se você pudesse sentir o cheiro da maresia enquanto lê. Maravilhoso.
NIHONJIN - Oscar Nakasato
Não sei em que momento exatamente comecei a me interessar pela história da comunidade japonesa no Brasil. Porém, depois de fazer umas pesquisas e assistir a uns filmes, foi difícil não gostar ainda mais dessa parte tão pouco abordada de nossa história. Sempre quis, mas nunca tive a oportunidade de conversar com um japonês sobre esse assunto e eis que Oscar Nakasato sacia esse meu desejo com um livro esplêndido, de narrativa simples, mas extremamente tocante: o relato nu e cru da chegada e vinda de seu avô ao Brasil, remetendo até os dias de hoje. Só fez com que eu me apaixonasse ainda mais pelo assunto.
A COR PÚRPURA - Alice Walker
Falando em livros tocantes, A Cor Púrpura é um livro atemporal que toca na ferida - muito infelizmente. Escrito integralmente em cartas, é muito difícil não se ver entregue as palavras de Celie, que mesmo em suas limitações - tanto gramaticais, tanto como mulher - não deixa de se debruçar sobre o papel e expor seus sentimentos. Recomendaria esse livro a todos como leitura obrigatória. 
quinta-feira, agosto 25, 2016 No pessoas devoraram
Faz muito tempo que não publico a minha wishlist literária aqui no blog, não é? Li pouquíssimos livros esse ano, mas nada impede que a lista de livros para ler aumente. Por isso, decidi trazer para vocês os seis livros que mais quero ler no momento. São todos bem diferentes e adoraria resenhá-los futuramente. E vocês, já leram algum dos livros acima? 
1 - O menino no alto da montanha (John Boyne)
O que eu adoro nos livros de John Boyne é que a grande maioria apresenta um plano de fundo histórico muitíssimo interessante, em que o mesmo deixa de ser somente um fundo para se tornar fator de influência. Em O menino no alto da montanha não é diferente, conta a história de um órfão que vai viver com sua tia, governanta em um casarão no topo das montanhas alemães. Só que esse casarão é de ninguém mais, ninguém menos do que de Hitler. 
2 - A sociedade do anel (J.R.R.Tolkien)
Acho não preciso dizer muito coisa, não é? Ano passado, li O Hobbit, conhecido por ser uma leitura mais fácil, e adorei. Sempre tive receio em começar O senhor dos anéis devido aos inúmeros comentários sobre a narrativa ser tão descritiva que torna a leitura complicada. No entanto, estou pronta para aceitar esse desafio e vindo de um mestre como Tolkien, tenho certeza que não irei me arrepender. 
3 - As veias abertas da América Latina (Eduardo Galeano)
Preciso ser sincera: o que me fez querer ler essa obra foi o fato de que o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu este livro de presente ao Barack Obama em seu primeiro encontro. É muita ingenuidade acreditar que o conteúdo deste clássico não tem nenhuma mensagem. Além disso, eu gosto muito de estudar América Latina e acho que irei gostar bastante. 
4 - Homens sem mulheres (Haruki Murakami)
Haruki Murakami é meu escritor japonês favorito, seus livros são sempre cheios de emoções e eu simplesmente amo sua escrita. Murakami é sensacional. O simples fato de ser um livro dele, fico com uma vontade enorme de ler. 
5 - Era dos extremos (Eric J. Hobsbawm)
Eu estou l-o-u-c-a para ler este livro desde o ano passado! Apaixonada por história mundial como sou e principalmente do século XX, Hobsbawm é um must read. Todo mundo fala que a escrita do autor e o seu modo de introduzir os assuntos é envolvente. Acho que esse livro irá mudar a minha visão da história e sem mais delongas: preciso desse livro na minha estante. 
6 - Silêncio (Richelle Mead)
Sabe aquele livro que nós julgamos pela capa? Então, Silêncio é um desses. Eu acho a capa maravilhosa e fiquei com vontade de ler antes mesmo de ter sido lançado aqui. Estou super curiosa! 
sexta-feira, agosto 05, 2016 6 pessoas devoraram
O último post deste blog foi no final de Janeiro. Estamos no início de Agosto, o que significa que fiquei mais de cinco meses sem dar as caras aqui. O motivo para minha ausência é muito válido: eu precisava estudar e me dedicar unicamente a isso. O blog é meu xodó e eu detestaria escrever posts só por escrever, na correria. Por isso, decidi deixá-lo um pouco de lado até conseguir passar. Faz um mês desde que fui aprovada e durante esse mês de folga, mudei o layout e deixei alguns postagens preparadas. A questão é: eu estou de volta. O Como Devorar Livros está de volta!

Nesses meses em que estive sumida, aconteceram algumas coisinhas que gostaria muito de compartilhar com vocês. Vamos lá?
Passei para Relações Internacionais na federal
A partir de Agosto, começarei minha tão sonhada graduação e eu não poderia estar mais animada. Sei que não vai demorar muito até eu começar a reclamar da quantidade de trabalhos (qual é né, isso acontece com todo mundo), mas realmente mal posso esperar para o início das aulas, principalmente porque a grade do primeiro período, apesar de introdutória, tem tudo o que eu gosto.
Deleguei pelo Japão em uma simulação de modelo diplomático
Ano passado, eu havia comentado aqui no blog que havia participado de uma simulação de modelo diplomático. Participei novamente este ano, só que desta vez, delegando pelo país que eu mais gosto: Japão. Foi um prazer enorme representar a delegação japonesa e aprendi muito sobre o país e as relações internacionais durante os quatro dias de evento.
Meu japonês evoluiu bastante
Desde o início do ano, estive me dedicando bastante ao estudo de língua japonesa - coisa que nunca fiz com nenhuma outra língua. O esforço começou a dar resultado e, percebi que o que estava faltando para melhorar minhas habilidades no idioma era inseri-lo no meu cotidiano. Claro que eu escutava música japonesa todo dia, mas que tal falar e escrever em japonês todos os dias?
A wishlist literária só aumentou
Li pouquíssimos livros até agora - menos de quinze - porque estava estudando bastante. A questão é que a lista de livros que quero ler nunca para, só aumenta! Para "piorar", com a minha graduação, agora tem tanto livros acadêmicos como não-acadêmicos na lista. Nem tranquilo, nem favorável.
Fui aprovada no Michigan English Test
Embora eu tenha terminado o inglês em Dezembro, eu ainda não havia recebido o resultado do exame de proficiência que prestei antes de terminarem as aulas. Onde estudei, todos os alunos são obrigados a prestar esse exame antes de se formarem. Eu estava confiante de que havia passado, mas minha nota foi maior do que esperava! 
quarta-feira, agosto 03, 2016 9 pessoas devoraram

Como vocês podem ver, mudei o layout do blog - de novo. Finalmente encontrei um que fosse a minha cara. Há algum tempo eu vinha querendo mudar a imagem do blog para algo mais pessoal, já que os layouts anteriores não deixavam transparecer quem eu era e a ideia de um blog cujo único conteúdo fosse resenhas me aterrorizava. Está bem, tenho total consciência que 90% das postagens desse ano foram resenhas, mas é isso que estou querendo mudar. Diz o ditado que na blogosfera, toda mudança começa pelo layout. 

Agora vamos ao sumiço. Desta vez, justificável. 

Eu sumi da internet nas últimas semanas. Foi uma correria danada e acabei ficando sem postar nada por aqui ou nas outras páginas do blog. Além do ENEM (que já rouba tempo demais), tive a apresentação de um projeto sobre a influência do marketing no qual eu fazia parte. O problema é que tanto eu, quanto o grupo que compunha esse projeto, esperávamos não ser obrigados a apresentar nada e tivemos que fazer tudo na véspera. Fui uma das encarregadas da apresentação e tive que pesquisar bastante para levar um conteúdo atualizado e de qualidade para o público. Apesar de uns problemas técnicos durante a apresentação e aquele estresse básico, correu tudo certo e os poucos que compareceram (pelo menos foi alguém, né?) gostaram bastante. 

Na semana passada, passei quatro dias inteiros participando de um modelo diplomático do meu colégio. Na verdade, é a simulação dessas conferências e/ou encontro entre representantes de diversos países. Fui representando o Iêmen no comitê da Liga dos Estados Árabes e tive que estudar à beça para compreender todo o conflito existente no Oriente Médio, a política externa do país que escolhi, etc. Não esperava que fosse ser tão divertido, mas foi! Além de ter conhecido um grupo bem bacana e ter ficado amiga de todos, ganhei uma menção honrosa pelo meu trabalho. Isso, certamente, era o que eu menos esperava. A questão é que eu já estou amando esse mundo das simulações e contando os meses para a próxima simulação! Foi uma experiência incrível e além de boas lembranças, levarei comigo a carga de conhecimento que essa experiência me proporcionou. 

Ufa! Foi muita coisa nas duas últimas semanas. Quem dera dizer que estou livre, mas pelo menos, as férias já estão a caminho e o ano entra em seu penúltimo mês. 
domingo, novembro 01, 2015 2 pessoas devoraram

Para qualquer leitor, um dos momentos mais esperados do ano é, certamente, a Bienal do Livro - feira de livros mais conhecida do Brasil. Obviamente que comigo, devoradora que sou, não é diferente. A última Bienal que compareci foi em 2013 e cheguei a comentar aqui no blog. Este ano a Bienal voltou para o Rio de Janeiro e eu fiquei mais do que animada! Como muitos leitores, fiz uma lista com os livros que mais queria e suas respectivas editoras para fazer uma verdadeira caça aos livros. E não é que a caça deu certo? 

O primeiro estande em que entrei foi o da Intrínseca. Em 2013, o estande dessa editora tinha fila para entrar, então, corri logo para lá para não enfrentar filas - e você logo descobrirá que encarar fila não é uma opção quando se trata de Bienal. Levei três títulos da editora: Para todos os garotos que já amei (Jenny Han), Caixa de Pássaros (Josh Malerman) e Uma breve história do tempo (Stephen Hawking). 

No estande da editora LeYa, havia um trono da série Game of Thrones e não demorou muito para se formar uma fila para tirar foto lá - e eu tirei, já que em 2013 não consegui. Não conheço muito as publicações da editora, mas levei o livro O espadachim de carvão (Affonso Solano), que eu queria fazia um tempo. 

Continuando a minha caça aos livros da lista - lista essa, que pensei ter perdido pelo menos umas vinte vezes durante o evento -, fui no estande da Novo Conceito, que tem uns títulos muito bons de romance. O estande estava cheio, mas fui bem atendida no caixa, e levei Simplesmente acontece (Cecelia Ahern) e A playlist de Hayden (Michelle Falkoff). Ainda ganhei uns bottons de brinde! 

Depois, fui no estande da Arqueiro. Queria três livros dessa editora, mas acabei levando somente dois porque estavam em conta e o outro não. Fui super bem atendida na Arqueiro também! Levei dois romances policiais do John Verdon: Peter Pan tem que morrer e Feche bem os olhos. 


Ontem rolou um bate-papo e sessão de autógrafos com o escritor Eduardo Spohr. Cheguei meia-hora antes da distribuição de senhas para o bate-papo e já tinha fila. Resumindo, consegui minha senha para o bate-papo e pulseira que dava prioridade para a sessão de autógrafos. Como ainda tinha tempo até o bate-papo, dei mais uma volta na Bienal e encarei a fila para entrar no estande do Grupo Editorial Record. Uma palavra: lotado! Sem sombra de duvidas, foi o estande mais cheio que entrei. Mal dava para andar direito lá, mas os preços estavam ótimos e a fila era bem rápida. 

O bate-papo com o Spohr, que pertence ao Grupo Editorial Record, foi bem bacana. O auditório Madureira, onde ocorreu o bate-papo, ficou cheio. O dublador Sérgio Cantú, que deu voz ao Peter Parker (Homem-Aranha) e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory), foi convidado a participar e leu o primeiro capítulo do último livro da trilogia Filhos do Éden para o público, que ganhou um livretinho para acompanhar. O livro só será lançado no final de Outubro, então quem estava lá, teve sorte! Depois, abriram para as perguntas, que iam desde detalhes dos livros já publicados por Spohr como perguntas mais pessoais ao estilo "no colégio, você era bom em português?". 


O bate-papo terminou às 15h e a sessão de autógrafos começou mais cedo. Aí veio a confusão. Não sei de quem é a culpa, mas a fila para os autógrafos foi muito mal organizada inicialmente. Primeiramente, pessoas que estavam sem pulseira formaram fila e quem havia acabado de sair do bate-papo - e tinha pulseira - ficou para trás, além de ter tido gente querendo furar fila. Depois, para a minha alegria, a editora organizou tudo e dividiram a fila em quem tinha pulseira e os não tinham. Os que tinham, passaram a frente. Fiquei mais ou menos uma hora na fila para o autógrafo, mas valeu a pena! Eduardo Spohr autografou dois livros que levei e ainda concordou comigo que Rebecca com dois c é mais bonito do que com um c só! Foi tudo bem rápido, um fotógrafo estava lá para agilizar o processo com as fotos, mas para quem ainda tinha mais de cem livros para autografar, Spohr estava super bem! Resultado: sucesso.

Quando estava indo embora, fiquei sabendo que o Affonso Solano estava autografando seus livros no estande da LeYa. Dei uma passada lá, mas quando vi o tamanho da fila, desisti. Eu simplesmente não aguentava mais ver fila nenhuma na minha frente depois de ter ficado tanto tempo em pé e caminhando o dia inteiro. Deixa para uma próxima vez!

Enfim, gostei muito da Bienal e achei melhor do que a do último ano em que fui. Uma pena que a próxima aqui no Rio seja somente em 2017! Estou satisfeita com os livros que trouxe para casa e agora enfrento o dilema de não saber por qual livro começar. É isso! Se você tiver a oportunidade de comparecer a Bienal, não pense duas vezes! Até 2017! 

ps: aguardem pelas resenhas que estão por vir! 

Eis o resultado final da Bienal!
segunda-feira, setembro 07, 2015 2 pessoas devoraram

Além da literatura, a minha outra grande paixão são línguas. Adoro aprender, praticar e estar em contanto com outras culturas através do estudo de novos idiomas. Falo inglês fluente, aprendi espanhol sozinha, curso o intermediário de japonês, fiz quatro anos de francês como matéria obrigatória há alguns anos atrás e parei de tentar aprender coreano sozinha devido a falta de tempo. Quando digo que aprendi alguma língua sozinha ou que estou cursando alguma outra, a primeira pergunta que me fazem é: como você consegue? 

É com base nessa pergunta que montei esse post para todos os apaixonados, motivados, curiosos e sedentos por línguas: como estudar línguas? Porque sim, é possível aprender uma língua mesmo com toda a fama de difícil que a mesma possa ter. Vale ressaltar uma coisa: nunca se é velho demais para aprender um idioma. Desde quando se está velho ou novo demais para o conhecimento? 

Lembrando que estas dicas são baseadas em experiências próprias minhas que podem não funcionar com todos. 

1 - FAMILIARIZE-SE COM A LÍNGUA

Não adianta nada começar a aprender uma língua se seus ouvidos não estão familiarizados com a sonoridade da mesma. Sim, no início nada faz sentido, tudo parece soar como algum tipo de xingamento. Com o tempo, isso muda. Esteja estudando a língua por interesse próprio ou não, dê uma pesquisada em músicas e filmes. Esses elementos da cultura servem como grandes motivadores. Sempre rola a vontade de compreender a letra daquela música ou o título daquele filme! Use isso como seu estímulo para estudar a língua à finco. Se seu ouvido já estiver familiarizado com a língua, será mais fácil para reconhecer palavras e compreender frases futuramente. 

2 - NÃO VÁ PENSANDO QUE SERÁ FÁCIL OU DIFÍCIL 

Existem pessoas que tem facilidade em aprender línguas e outras que não, isso é de cada um. É errado começar a estudar pensando que será fácil, mesmo que pareça. Vai que você se depara com uma complicação no caminho? Tem muita gente que acha inglês fácil, mas empaca em voz passiva e dali não sai (ou termina o curso sem realmente aprender). Tem sempre um amiguinho ou conhecido que diz que tal língua é fácil, mas e se essa pessoa for justamente aquela com facilidade? No entanto, também não é certo ir pensando que é difícil. Se você convence a sua mente de que é difícil, o idioma realmente acaba se tornando, porque tudo vira desculpa para tal dificuldade. Então, a dica é: não vá esperando nada. Só curta a beleza que se é aprender um novo idioma! 


3 - ROTINA DE ESTUDOS E SUA PRÓPRIA METODOLOGIA

Não costumo me dar muito bem com rotinas de estudos porque existem dias tão tumultuados que torna complicado seguir tais rotinas e isso me desanima. Porém, tem gente que adora e isso não me impede de dizer que também é uma boa. Escolha um dia da semana para dar uma revisada na matéria, desligue-se de Facebook e Internet se não for para pesquisar - não se esqueçam da existência dos livros! Venhamos e convenhamos, essa rotina de estudos serve para tudo! 

Encontrar sua própria metodologia também é essencial, o que funciona para uns pode não funcionar para você. Encontre o modo com que você aprende e tira maior proveito. Vou dar um exemplo próprio; eu tenho uma dificuldade imensa em gravar vocabulário de japonês. Portanto, eu sempre faço uma "cartelinha" de vocabulário. Escrevo as palavras em um papel, recorto, escrevo o significado de cada um atrás, embaralho e fico fazendo esse "joguinho" até gravar. Tem certas coisas no estudo de línguas que só funciona assim mesmo: na base da decoreba, mas que depois se torna normal. 

4 - LÍNGUA NO SEU DIA

Engana-se quem pensa que escutar tal língua uma ou duas vezes por semana é o suficiente. Meu chapa, está longe de ser! Tive uma professora que costumava dizer que para se aprender um idioma era necessário estar imerso na cultura do mesmo, isso significa arranjar um modo de inserir tal cultura em seus dias. Mas como? Se você gosta de música, com música. Se você gosta de filmes, com filmes. E assim por diante. Sim, isso exige tempo que muitos infelizmente não tem. Mas estamos na era digital, o que não falta é conteúdo na internet, aplicativo, etc. Tá de bobeira no ônibus ou preso no engarrafamento? Por que não abrir um aplicativo bem bacana com conteúdos no tal idioma? 

5 - PRATIQUE SEJA LÁ COMO FOR

Se você está estudando francês, conversar com um francês talvez seja aterrorizador. E talvez você gagueje um pouco seu inglês em uma conversa com um americano. Isso é normal e acontece muito. Mas é necessário praticar! Se tiver a chance de conversar cara-a-cara com alguém que fale a língua que você está aprendendo, fale. Se surgir o medo de errar, explique para a pessoa que você ainda está aprendendo. Existem pessoas que ficam tão encantadas por você estar aprendendo a língua delas que te darão o maior apoio e suporte - eu falo isso na maior experiência própria. Caso você não tenha essa pessoa, a internet está aí, espalhada pelo mundo inteiro de modo que você possa se comunicar com gente de todos os cantos. Na minha opinião, não há desculpa para não praticar! 

Outra dica: ler é essencial. Sei que para muito gente ler é chato (não para os leitores desse blog, né?), mas expande o vocabulário de uma forma incrível e também é uma prática. Em escolas de línguas costuma existir livros de história adaptados para todos os níveis, do mais básico até o avançado. Vagando pela internet também é possível encontrar histórias para crianças em várias línguas. Há os sites de notícias para os mais avançados. 

Pratique também fazendo os exercícios e impedindo a si mesmo de esquecer tudo aquilo que aprendeu até agora. Uma hora você irá esquecer uma coisa ou outra, é nessa hora que você deve rever. 


6 - AGUARDE O RESULTADO, MAS NÃO SE PREOCUPE: ELE CHEGA! 

Se dedicando, não tem como dar errado. Estudar pode parecer chato para muitos e há vários momentos em que realmente é, mas o esforço vale a pena quando o resultado surge. Conforme ele vai chegando, mais motivação vai surgindo dentro de você. Pelo menos comigo é assim. E quer saber? Eu fico é muito contente quando o resultado chega! É muito gratificante assistir uma série argentina sem precisar de legendas ou escutar as músicas em inglês de sua banda favorita e entender entre 90% à 100% do que é dito. Quando é 100%, a alegria é garantida! 
sexta-feira, fevereiro 06, 2015 6 pessoas devoraram
Está bem, estou atrasada, eu sei. Isso porque os posts com as metas de leitura costumam vir um pouco antes da virada ou no início de ano. Não é como se eu estivesse meses atrasada, mas simplesmente me esqueci de ter feito esse post antes! Como diz o ditado, antes tarde do que nunca, certo?  

Ano passado estabeleci uma meta de 40 livros, mas não consegui alcançar - faltava só três livros! Mesmo assim, decidi aumentar minha meta para este ano: quero ler entre 45-50 livros. Pode até parecer pouco, mas entre materiais de estudo, apostilas, cursos, é o que posso chamar de bastante. Não só isso, espero - muito! - conseguir ler, no mínimo, dois livros por mês e me aventurar em novas literaturas, que embora eu ainda não saiba quais, espero que venham a me surpreender (positivamente!). Tem também aquela listinha de livros que prometo ler todo ano e acabo nunca cumprindo... Pois então, quais são os livrinhos (até soou fofinho) que estou louca para ler neste ano?


Tudo que você e eu poderíamos ter sido se não fôssemos você e eu - Albert Espinosa (Editora Verus) 

Sou louca para ler esse autor catalão! Albert Espinosa já tem algum de seus títulos lançados aqui no Brasil, mas este é o que mas me atrai. Por que será? Adoro livros com títulos longos e olhem esse título, difícil não sentir vontade de ler, não é? Talvez este livro entre na categoria "novas literaturas" que mencionei ali em cima. Certamente, 2015 não pode acabar antes de eu ler este livro!



O verão que mudou minha vida - Jenny Han (Galera Record) 

Queria muito que esse livro tivesse entrado nas minhas leituras para as férias, mas como não consegui encontrá-lo, tive que adiar a leitura para sabe-se lá quando. A graça mesmo deve ser de ler no verão por carrega toda a essência desta estação. Porém, estou com tanta vontade e tão curiosa, que sou capaz de ler não importa qual seja a estação. Simplesmente não dá para aguentar até o próximo verão! 



Eragon - Christopher Paolini (Rocco) 

Desde que comecei a me interessar por livros, Eragon é um título que me atrai. No entanto, sempre fui colocando outras prioridades de leitura na frente desta série e se continuar assim, vou acabar nunca lendo. Decidi que preciso ler a trilogia este ano e espero que seja tão boa quanto dizem, porque só o fato de ter dragões no meio é o suficiente para me cativar. Louca para ler! 




Battle Royale - Koushun Takami (Globo Livros) 

Como sempre, não podia faltar um pouquinho de literatura japonesa. Sempre expressarei a minha vontade de ler mais literatura japonesa contemporânea (e não só contemporânea, para ser sincera). Battle Royale é mencionado constantemente como a fonte de inspiração da autora de Jogos Vorazes. Se é parecido ou não, isso eu não sei. Já assisti o filme japonês de Battle Royale e embora não seja nenhuma mega produção (afinal, o filme é de 2000), gostei bastante e me interessei ainda mais em ler o livro. Olhem essa capa! Dá ou não dá vontade de ler? 


Rani e o sino da divisão - Jim Anotsu (Gutenberg) 

A capa, a sinopse, o título, tudo nesse livro carrega um ar mistério. Foi justamente esse mistério (acrescente o fato de ser autor nacional aí também!) que me fez colocar este livro como um dos que mais tenho vontade de ler em 2015. A Gutenberg também vem lançando títulos ótimos nacionais, então posso dizer que a minha expectativa é bem grande. E espero muito que seja atendida! 
terça-feira, janeiro 27, 2015 4 pessoas devoraram

É hoje, gente! Há dois anos nascia o Como Devorar Livros na blogosfera, em uma tarde de 23 de Janeiro. Nunca pensei que minha paixão por livros e escrita fosse me levar a criar um blog, afinal, eu já havia tentado criar vários e nenhum me despertava tanta vontade de escrever. Daí veio o Como Devorar Livros, que começou com uma sugestão de minha mãe, e mudou tudo. Quando digo tudo, quero dizer tudo mesmo! 

Muita coisa aconteceu na minha vida desde então e o blog vem acompanhando tudo isso, as minhas mudanças de fases, gostos e a necessidade de expor minha opinião sobre algo que achei legal ou não. Só quem tem um blog (por amor!) sabe como é gostoso manter esse cantinho na web atualizado e como cada comentário, curtida ou seguida é valioso porque significa um reconhecimento, a vontade de voltar a visitar esta página mais uma vez. 

Ao mesmo tempo em que muitas coisas mudaram, a paixão por livros continua e a minha vontade de escrever também. Então, pode-se dizer que é justamente isso que mantém esse blog de pé. Mas não se enganem, Como Devorar Livros não é só literatura! Já me atrevi a dar palpites sobre cinema, histórias em quadrinhos e até mesmo música! E quer saber? Eu continuarei dando palpites sobre o que vier à telha. 

Antes que eu comece a ficar muito emotiva, quero agradecer a todos! Obrigada pelos quase 600 seguidores aqui no blogger, os quase 300 no facebook, os tantos comentários que recebi até hoje. Obrigada, leitores! Obrigada a minha família e amigos que me apoiam nessa jornada que é a escrita. Enfim, obrigada por apoiarem esse blog que evolui junto comigo. 
sexta-feira, janeiro 23, 2015 6 pessoas devoraram

Você já parou para pensar que os títulos de livros em sua estante podem estar dizendo algo? Não? Isso é loucura demais? Pois saibam que não é, o projeto intitulado Literatura na lomba procura juntar literatura, fotografia e poesia. Afinal, você não já parou para pensar que o título de um livro junto de outro título pode gerar poesia? E que tal tirar uma foto mostrando o resultado? É nisso que consiste este projeto criado pelo mestrando em literatura, Vinicius Linné. 

Quando descobri a página no Facebook do projeto muito por acaso, fiquei completamente encantada! Para mim, era muito difícil não se encantar quando sou apaixonada por esses três elementos: literatura, fotografia e poesia. Nunca tinha parado para pensar na poesia que poderia criar só com títulos de livros. E o melhor: são várias fotos na página do projeto. Outra coisa que é ainda melhor: qualquer pode enviar a sua foto para ser postada lá. Tem cada foto, poesia, livro mais interessante que o outro! 


O projeto agora roda as redes sociais e em todas elas, dá para ter uma ideia dessa nova estratégia - será que posso dizer assim? - de poesia. Seja no Tumblr ou no Facebook. Jogando no Google, também tem várias imagens e mais informações sobre este projeto, que não pode ser adjetivado de outro forma se não for de poético!

Ficou inspirado e com vontade de espalhar poesia por aí? Até decidi participar (olha o resultado aí embaixo!). E vocês, o que acharam desse projeto? 

sexta-feira, janeiro 16, 2015 14 pessoas devoraram

Enfim livre! Livre de todas as provas, de todos os cursos, com vontade de sair cantando Let It Go por aí e com muito tempo para poder ler quantos livros eu quiser! Até agora, li mais de trinta livros esse ano - o que chega a ser entranho, pois acreditava ter lido muito menos. Nessas férias, já tenho bastante coisa para ler e a maioria delas será resenhada aqui no blog. Então, aguardem, pois muitas resenhas estão a caminho! E eu já estou bastante empolgada! 

De repente, Ana - Marina Carvalho: não esperava que Simplesmente Ana fosse ter uma continuação, mas teve! Como falei na minha vídeo-resenha de Azul da cor do mar, quanto mais eu leio Marina Carvalho, mais livros eu quero ler dela. É lógico que nessas férias De repente, Ana não podia ficar de fora! 

A caminho do verão - Sarah Dessen: gosto de ler livros mais tranquilos no verão ou que se passem nessa estaçãoo, A caminho do verão foi uma indicação de livro para as férias de verão que vi em muitos outros blogs. Acabei convencida de que precisava ler este livro e acabei encontrando em uma livraria. Se tudo correr como planejado, leio esse livro em Janeiro! 

Diálogos Impossíveis - Luís Fernando Veríssimo: neste ano, organizei junto com uns amigos um sarau literário inspirando nas crônicas de Veríssimo sobre o cotidiano. Foi incrível para mim fazer parte deste projeto e acabou me deixando com muita vontade de ler Veríssimo, pois só havia lido um livro dele. Como ando escrevendo muitos diálogos ultimamente, achei que esse livro não podia faltar nas minhas próximas leituras. 

Cavalo Selvagem - Yukio Mishima: minha amiga trouxe esse livro de São Paulo para mim! Yukio Mishima é um dos maiores nomes da literatura japonesa, então será ótimo ler um pouco mais desse escritor. Essa edição também é linda! 

Morangos Mofados - Caio Fernando de Abreu: como muitos, conheci Caio - falando assim parece até que sou íntima, né? - graças ao Orkut (RIP Orkut). Mas ao invés de ficar só por lá, decidi ler um dos livros mais famosos dele e tirar minhas próprias conclusões. Afinal, literatura brasileira na minha estante nunca faz mal. 

Assassinato no expresso do oriente - Agatha Christie: finalmente lerei Agatha Christie! Esse título sempre me deixou muito intrigada, mas depois que li a notícia de que um dos meus atores japoneses favorito fará a adaptação cinematográfica desse filme, coloquei na minha cabeça que precisava ler antes do mesmo ser lançado no Japão! Olha essa capa, não tem como não querer ler!

O Mágico de Oz - L. Frank Baum: O Mágico de Oz é um clássico e eu ando muito afim de ler clássicos da literatura mundial ultimamente. Embora não goste dos filmes - tanto do antigo quanto do novo -, estava com muita vontade de ler O Mágico de Oz. As edições que a editora Zahar tem lançado de clássicos estão maravilhosas! 

Contos de fadas - Perraut, Grimm, Andersen e outros: mais de literatura clássica mundial! Agora finalmente poderei ler as histórias que fizeram a minha infância em edição integral. Louca para começar a leitura! 

The Crawling Terror - Mike Tucker: palmas para a minha segunda leitura puramente em inglês, mais um com aventuras do Doctor Who! O primeiro livro em inglês que li também era do Doctor. Como não estou com muita vontade de ler nada em inglês no momento por pura preguiça, esse livro certamente será o último que lerei dessa lista.

E vocês, o que pretendem ler nessas férias? 
quarta-feira, dezembro 17, 2014 8 pessoas devoraram

A Bruna Vieira do Depois dos Quinze inventou uma tag muito legal, inspirada no filme Begin Again, que se chama "Minha história em dez músicas". A tag consiste em mostrar dez músicas que definiram ou definem algum momento da sua vida, alguma música que tenha te marcado, que você goste muito de ouvir e assim por diante. Quando vi a tag muito por acaso, comecei a pensar nas músicas que escolheria para cada momento e decidi participar também. Mudei umas coisinhas só para ficar mais a minha cara, mas no geral é isso mesmo. E ah!, se alguém fizer ou for fazer a tag, não se esqueçam de deixar nos comentários. Ouvir músicas novas sempre é muito bom! 

Uma música que te lembre um momento bom: Léo e Bia - Oswaldo Montenegro 

Essa música me enche de pura nostalgia e sentimentos bons. Não sei se é a letra, se é a tranquilidade na voz do cantor, se é o instrumental ou se foram os momentos. Acho que, na verdade, foi o conjunto. Conheci essa música graças ao meu antigo professor de teatro. Na época, eu passava por uns problemas no colégio e encontrei no teatro um canto de refúgio. Era pisar ali e estar em outro lugar. E essa música foi como uma trilha-sonora para os momentos bons de teatro e quando a escuto, lembro da diversão que era brincar com a vida (e os problemas da mesma) de forma tão descontraída.

Uma música que defina a sua vida: Vou deixar - Skank 


Adoro, concordo e assino em baixo de que a vida é uma estrada. Essa é a minha metáfora favorita e adoro brincar com ela. Há anos digo que essa música do Skank é a música da minha vida, porque define um lema que carrego comigo sempre: nós não levamos a vida, é a vida que nos leva. Essa música não só define minha vida, como me passa uma energia que dá vontade de sair pulando, cantando por aí, estrada a dentro.

Uma música que te faça dançar: 22 - Taylor Swift


22 é o tipo de música que coloco para tocar bem alto (e para os vizinhos escutarem também) quando estou trancada em meu quarto ou sozinha em casa. Não tem como não querer cantar junto (e quase gritar no refrão), impossível não sentir vontade de pular ou dançar do jeito mais desengonçado possível (isso eu faço muito bem). Os vizinhos que me desculpem, mas I don't know about you but I'm feeling 22.

Uma música que represente algum momento da sua vida: Rebelde - RBD


RBD foi uma das fases mais bacanas da minha vida. A primeira banda que eu realmente gostei e que gosto até hoje, meu primeiro show, a primeira e talvez única novela que tenha realmente me interessado, me fez gostar de línguas e me ensinou espanhol como nenhum professor capaz de ensinar, me fez gostar ainda mais do México (arriba México!), transmitiu, através de suas músicas e seus discursos durante os shows, as mensagens que aos meus onze anos, eu precisava escutar para ser uma parte do que sou hoje. É tanta saudade desses seis juntos! Eu simplesmente viveria tudo aquilo de novo!

Uma música que já te fez chorar: In your shadow I can shine - Tokio Hotel


Não sou de chorar muito com músicas, mas caso escutasse (e espero escutar) essa música ao vivo algum dia, eu certamente ficaria aos prantos por ser uma das mais lindas da banda. É a música do Tokio Hotel que mais me tocou até hoje, a primeira deles que aprendi a tocar no violão, a minha favorita do DVD. Espero que eles cantem essa música na próxima turnê e que se for o caso, precisarei levar uns lencinhos para o show.

Uma música que seria toque do seu celular: Last Romeo - Infinite


Essa é a música que me fez gostar mesmo do Infinite e também foi a primeira música que eles cantaram no festival de k-pop que fui no meio desse ano (já posso chorar de saudade?). Adoro tudo nessa música, literalmente tudo. Eu super colocaria como toque de celular se não fosse tão preguiçosa e só trocasse o toque uma vez ao ano.

Uma música que você gostaria de tatuar (embora eu não goste de tatuagens): No Pares - Dulce María


Dulce María é a minha maior ídola. Quando a escutei cantando essa música pela primeira vez, logo me identifiquei mesmo sem entender espanhol direito na época. Sempre fui uma pessoa muito sonhadora, em todos os sentidos da palavra e esta música sempre foi como um chão para meus sonhos. Ela é justamente o que preciso escutar em algumas situações. Cada palavra da letra se tornou especial, principalmente o refrão. Que eu nunca pare de sonhar!

Uma música que te lembra alguém: Além do horizonte - Jota Quest


Escutar Jota Quest e não me lembrar da minha mãe é meio que impossível. Cresci escutando que Jota Quest era sua banda favorita, Jota Quest isso e Jota Quest aquilo. Lembro de minha mãe cantando sempre que escuto essa música, mesmo sabendo que não é sua favorita. Acredito que, de alguma forma, essa música marcou a nós duas. A marcou e por tê-la marcado, que foi capaz de me marcar também.

Uma música que você está viciada agora: A whole new world - Aladdin (versão em árabe)


Meu interesse por árabe tem aumentado muito recentemente e por isso, ando encantada e viciada na versão árabe da música A whole new world (ou Um mundo ideal, em português) do desenho Aladdin, que é um dos meus favoritos. Posso estar errada, mas acho que essa versão é a variante do árabe falada no Egito, cuja diferença eu ainda não sei. Mas árabe tá na lista!

Uma música que você quer que as pessoas lembrem de você ao escutar: Defying gravity - Wicked

Wicked é o musical que mais tenho vontade de assistir e Defying Gravity é a música que mais quero conseguir cantar. Eu irei me sentir completamente realizada quando conseguir cantar essa música tão bem quanto a Idina Menzel. Por isso, lembrem de mim ao escutar essa música e pensem que um dia eu certamente irei cantá-la! 
sexta-feira, novembro 28, 2014 3 pessoas devoraram
Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pelo grupo ROTAROOTS - Blogueiros de raiz no Facebook.

O ROTAROOTS é um grupo no Facebook que promove mensalmente blogagens coletivas com diversos temas. O projeto fotográfico do mês de Agosto consistia em fotografar tudo que lhe inspira, motiva ou influencia. Como nunca havia feito nenhum projeto fotográfico e vontade era o que não me faltava, além de eu adorar discutir e falar sobre o que me inspira, acabei topando o projeto. Só teve um problema: me confundi com as datas. Este post era para ter sido publicado ontem, dia 30, mas como me confundi, estou postando hoje mesmo. O importante é o que me inspira, né? 


Não tem como não me sentir inspirada com dias chuvosos. Calhou de cair uma chuvinha esses dias e aproveitei para tirar essa foto. Eu gosto do som dos pingos de chuva batendo na janela e no guarda-chuva, além disso, se o clima estiver frio, tudo fica ainda melhor. Os dias parecem mudar de caráter quando chovem e eu adoro o cheiro de terra molhada, principalmente quando chove à noite. 


Não tem como não me sentir inspirada após ler poesia, talvez porque foi a poesia que me introduziu ao mundo da escrita e porque ela me soa tão aconchegante que nunca perde a graça de se ler. Ultimamente tenho lido e conhecido muitos poetas! E como eu tenho amigos que me conhecem muito bem, neste meu último aniversário, ganhei um livro de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa! Estou louca, louquinha para ler os poemas deste poeta fingidor. 


Não costumo falar muito de meus gostos pessoais, fora os literários, aqui no blog. No entanto, eu sou completamente apaixonada por língua japonesa. Estudo japonês há quase dois anos e no final deste ano, prestarei o exame de proficiência nesta língua. Tudo no japonês me encanta, sua sonoridade, sua escrita, a tradicionalidade da cultura que transparece na língua. Tudo! Eu poderia dizer que línguas em si, já que sou apaixonada pela linguagem, me inspiram, mas a japonesa supera todas as outras. 


Apesar de antiga (deve ter uns quatro anos), eu simplesmente adoro essa foto, porque adoro praias. Não sei exatamente o que me atrai ou me inspira nelas, mas creio que parte da culpa está no mar. Amo o mar! Adoro climas, cidadezinhas, moda praiana... E como disse certa vez meu antigo professor de Biologia, "Rebecca deve ter assistido Nemo muitas vezes quando criança, é por isso que ela adora biologia marinha". Também, professor. Também...


Está para existir algo mais inspirador que música. Eu, por exemplo, só consigo escrever escutando música e tampouco me distraio, muito pelo contrário, a música me serve de plano de fundo para cada história. Tirei essa foto recentemente. Não só a música, como os grupos musicais em si me inspiram. Como no último mês de Junho, fui ao show do meu grupo coreano favorito, SHINee, tive de dedicar esta imagem a eles. E a vontade de voltar no tempo?


Eu adoro viajar, pode ser até para a cidade ao lado, mas só eu sei como isso me enche de ideias. A maioria de minhas histórias pipocam quando estou viajando ou quando estou de férias. Essa foto é do sol se pondo em São Paulo. A foto não está das melhores porque está com o filtro do Instagram, mas eu a adoro mesmo assim. De uma forma ou de outra, ela guarda o que eu estava sentindo no momento. O sentimento de se estar voltando para casa e momentos que nunca esquecerei.


As pequenas coisas, quem sabe, sejam as mais inspiradoras. Como aquela árvore tão bela que vi na volta para casa, o pôr-do-sol em meu dreamcatcher, as energias positivas. É, pode-se dizer que estas são as mais inspiradoras. 

E você, o que te inspira? 
domingo, agosto 31, 2014 4 pessoas devoraram
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Rebecca Souza, aspirante à escritora e poliglota.
Estudante de Relações Internacionais, apaixonada pela língua de Cervantes e Soseki, sonha em publicar um livro. Em 2013, criou o Como Devorar Livros para compartilhar suas experiências literárias e desde então não parou: de ler e falar sobre os livros que leu.

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