Não é muito difícil encontrar um professor que, em plena sala de aula, questione a crença de seus alunos e teça comentários extremamente desnecessários sobre religiões e suas tradições em ambiente escolar. Foi esta situação, que já cansei de presenciar e que também se faz presente no filme Deus não está morto, que me fez tomar coragem para assisti-lo - sem contar as inúmeras recomendações por parte do Netflix, antes do filme ser retirado do catálogo. 

Esse tipo de situação, frequente, dependendo do colégio, é capaz de deixar muitos, alguns ou somente um único aluno incomodado. Josh é um desses alunos. Em seu primeiro dia de aula na matéria de iniciação a filosofia, seu professor pede para que todos os alunos escrevam "Deus está morto" em um papel e lhe entreguem, mas Josh não o faz. Ao invés disso, ele aceita o desafio de, em três aulas, apresentar a antítese ("Deus não está morto") perante toda turma e sabe que seu futuro depende disso. 

O filme não gira em torno somente de Josh, histórias diferentes são apresentadas, porém todas interligadas. As cenas em que Josh defende seu ponto de vista são incríveis, discussões acaloradas sobre citações de cientistas famosos, argumentações contrárias, etc. Apesar de ter gostado muito dessas cenas - e eu esperava que o personagem ganhasse um pouquinho mais de atenção -, achei as outras histórias tão interessantes quanto, principalmente a de Aisha, uma garota vinda de família tradicional muçulmana que acaba assumindo sua fé no cristianismo. 


Trata-se de um filme claramente cristão. Então, isso quer dizer – atenção! – que é para um público específico. Admito que comecei a assistir sem esperar muita coisa, no máximo, uma história bacaninha para entreter o feriado. Adoro quando filmes superam minhas expectativas. Não estou querendo dizer que Deus não está morto é uma obra prima, vários outros elogios e palavras escolhidas a dedo, no entanto, conseguiu me tocar sem apelação e isso é o que mais importa para mim. Não é um filme cheio de passagens bíblicas ditas de modo forçado, mas encenadas. Isto é, ganham vida através de cada história. 

O final me decepcionou um pouco. Não por ser ruim, mas porque eu esperava um término diferente para algumas histórias – como a do professor de Josh. Em contrapartida, a trilha sonora, além de ficar grudada na cabeça, é bem a cara do filme e determinadas histórias são tão realistas que é possível ligá-las com algum conhecido seu ou até consigo mesmo.

Deus não está morto foi baseado em diversos processos ocorridos em universidades dos Estados Unidos, o que é muito, mas muito interessante e diz bastante coisa também. Nos créditos, são apresentados todos os processos e seus respectivos locais. Meu amigo, a lista é grande! Uma continuação será lançada em 2016 e espero que seja ainda melhor do que o primeiro filme! 

Resumindo, Deus não está morto foi um filme que, como já mencionei, não só conseguiu me entreter, como também, passar sua mensagem: a mais clara de todas, o título diz por si só. 

6 Comentários

  1. Poxa, queria netflix aqui em casa pra colocar o filme agora mesmo, deve ser muito bom mesmo
    http://os-jovens-leitores.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Cleyvison!
      Não assisti o filme pelo netflix porque já foi retirado do catálogo. Encontrei o link para assistir na internet mesmo! Posso te passar, se quiser. :D

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  2. Esse filme é muito inspirador! Também me emocionei em diversas cenas <3 E aquela trilha do Hillsong é linda né!
    Bjs,
    Rebeca
    http://blogpapelpapel.blogspot.com

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    1. Sim, é super inspirador! Terminei o filme me sentindo bem positiva. :D

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  3. Olá, Rebeca.
    Esse filme é para um grupo especifico mesmo. Eu como sou evangélica gostei do filme e da mensagem que ele trás, mas achei o final fraco também, Esperava outra coisa para o professor. Mas não consegui deixar de chorar assistindo hehe.

    Blog Prefácio

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    1. Oi, Sil!
      Siiiiim, eu esperava algo muito diferente para o professor, achei o seu final um tanto quanto brusco demais. D:

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